A maioria dos recifes de coral do Caribe pode desaparecer em 20 anos devido à sobrepesca do peixe-papagaio, que come as algas invasoras dos corais, e ao desaparecimento dos ouriços-do-mar. As informações foram divulgadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Atualmente, resta apenas um sexto dos recifes de coral nessa região do mundo, segundo estudo publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). “A maioria poderia desaparecer nos próximos 20 anos”, advertem os especialistas.

De acordo com o estudo, desde a década de 1980 desapareceram mais de 50% da superfície ocupada pelos corais no Caribe devido à atividade humana, escreveram os especialistas, que citam a explosão demográfica, a sobrepesca e a contaminação costeira.

Mudança climática não é única culpada
Durante muito tempo, as mudanças climáticas foram responsabilizadas pela deterioração dos corais. Mas embora continue sendo uma “séria ameaça” porque favorece a acidificação dos oceanos e o branqueamento dos corais, o que detém ou retarda seu crescimento, o aquecimento global deixou de estar na alça de mira dos especialistas.

Segundo o informe, o desaparecimento dos peixes-papagaio, devido à sobrepesca humana, e dos ouriços-do-mar, mortos maciçamente em 1983 por uma doença ainda não identificada, são as principais causas da deterioração dos corais do Caribe, pois as duas espécies se alimentam das algas que invadem os corais.

Para o diretor do Programa para o Entorno Marinho e Polar da IUCN, Carl Gustaf Lundin, “se há algas demais, é muito difícil restabelecer os corais”, daí a necessidade de mudar a forma de gerenciar a pesca nestes países, lutando contra a sobrepesca, proibindo a pesca muito perto da costa e a pesca com rede.

Também é necessário, assegurou, que os países regularizem e reduzam a construção costeira. As autoridades devem, ainda, gerenciar melhor o tratamento de águas residuais, evitando lançá-las perto dos arrecifes.

O estudo aponta ainda que os corais que melhor sobrevivem são os que abrigam grandes colônias de peixes-papagaio. É o caso do Setor Marinho Nacional americano, no norte do Golfo do México, nas Bermudas e em Bonaire (Antilhas Holandesas), onde as autoridades limitaram, ou proibiram a pesca que afeta esses peixes.

Outros países vão seguir esses passos. Barbuda se prepara para proibir a pesca de ouriços e peixes-papagaio e prevê transformar um terço de suas águas costeiras em reservas marinhas. Outros arrecifes não protegidos correm grande risco, como na Jamaica, mas também na Flórida, entre Miami e Key West, nas ilhas Virgens americanas.

Diante deste grave problema aproveitamos o espaço para divulgar o Projeto Coral Vivo que busca preservar os recifes de coral:

Projeto Coral Vivo

O Projeto Coral Vivo iniciou suas atividades em 2003, trabalhando com pesquisa e educação para a conservação e uso sustentável dos ambientes recifais e das comunidades coralíneas brasileiras, atuando de forma integrada, multidisciplinar e multi-institucional. Tem foco em três vertentes: geração de conhecimento (pesquisa); ensino e educação ambiental; e sensibilização e mobilização da sociedade. Em 2006, o projeto integrou-se à Associação Amigos do Museu Nacional (Samn), organização não governamental sem fins lucrativos localizada no Rio de Janeiro, fundada em 1937 e detentora de título de utilidade pública estadual desde 1966.

Pesquisa

O Projeto apoia e realiza estudos que servem de subsidio para gestão de unidades de conservação e uso sustentável de recifes, através da compreensão das relações da sociedade com os ambientes de coral. Esses estudos incluem reprodução, recrutamento, crescimento e mortalidade desses seres, além do mapeamento físico e biológico que envolve padrões de distribuição dessas comunidades (algas, corais, gorgônias, gramas marinhas etc.). Liderados por pesquisadores de diversas instituições, em especial da UFRJ (Museu Nacional e Instituto de Geologia), UFF (Instituto de Química) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Núcleo de Educação Ambiental), esses trabalhos também pretendem avaliar a possibilidade de diversificar o uso do recife para o turismo sustentável.

Fontes:

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/07/corais-do-caribe-somem-e-mudanca-climatica-nao-e-principal-causa.html

http://coralvivo.org.br/coral-vivo/quem-somos/

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