O funcionamento de uma Estação de Tratamento de Efluente (ETE) compreende basicamente as etapas de pré-tratamento (gradeamento e desarenação), tratamento primário, tratamento secundário, tratamento de logo e tratamento terciário.

Tratamento Primário de efluentes é aquele que usa processos físico-químicos para separar da água os sólidos em suspensão e materiais que ficam flutuando.

Gradeamento: a água captada dos rios, lagos ou poços passa por grades colocadas em lugares estratégicos para impedir a passagem de detritos (e também de peixes e plantas). O gradeamento é feito para proteger os dispositivos de transporte dos efluentes (bombas e tubulações) e também as unidades de tratamento subseqüentes e proteção dos corpos receptores.

Desarenação: nesta etapa ocorre a remoção da areia por sedimentação. Os grãos de areia, devido às suas maiores dimensões e densidade, vão para o fundo do tanque, enquanto a matéria orgânica, de sedimentação bem mais lenta, permanece em suspensão, seguindo para as unidades seguintes. A desarenação evita abrasão nos equipamentos e tubulações, elimina ou reduz a possibilidade de obstrução em tubulações, tanques, orifícios, sifões, e facilita o transporte do líquido, principalmente a transferência de lodo, em suas diversas fases.

Floculação: o processo de coagulação, ou floculação, consiste na adição de produtos químicos que promovem a aglutinação e o agrupamento das partículas a serem removidas, tornando o peso especifico das mesmas maior que o da água, facilitando a decantação.

Decantação : essa é uma técnica física de separação de misturas formadas principalmente por sólidos em líquidos. Ela consiste em deixar a mistura em repouso para que, em razão da diferença de densidade e da ação da gravidade, os sólidos sedimentem-se, ou seja, depositem-se no fundo do recipiente para serem então separados da parte líquida, que fica em cima.

Flotação: é uma técnica de separação físico-química que consiste em adicionar bolhas de ar em uma suspensão coloidal. As partículas em suspensão aderem a essas bolhas e são arrastadas para a superfície do líquido, formando uma espuma que pode, então, ser removida da solução.

Separação de óleoComumente são usados separadores de água-óleo (SAO), que são equipamentos que empregam métodos físicos, como a densidade e a tendência que o óleo tem de flutuar sobre a água. A separação de óleo é especialmente importante em efluentes que contém óleos e graxas.

Eletrocoagulação (EC): é realizada com a passagem de corrente elétrica pela água, o que desestabiliza a solução e coagula os contaminantes, porque os campos elétricos propiciam reações de oxirredução que levam a estados químicos menos reativos, insolúveis e de maior estabilidade. Esses flocos insolúveis formados podem então ser separados da água pelas outras técnicas mencionadas, como a decantação e a flotação.

Peneira Rotativa: dependendo da natureza e da granulometria do sólido, as peneiras podem substituir o sistema de gradeamento ou serem colocadas em substituição aos decantadores primários. A finalidade é separar sólidos com granulometria superior à dimensão dos furos da tela. O fluxo atravessa o cilindro de gradeamento em movimento, de dentro para fora. Os sólidos são retidos em função da perda de carga na tela, removidos continuamente e recolhidos em caçambas.

EqualizaçãoA função da bacia de equalização é dar robustez ao sistema ao absorver variações bruscas na qualidade do efluente.

NeutralizaçãoUsam-se produtos químicos para neutralizar o pH do efluente.

Saiba mais em:

http://www.brasilescola.com/quimica/tipos-tratamento-efluentes.htm

http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/bid/338190/Como-funciona-o-tratamento-de-efluentes-industriais

http://www.kurita.com.br/adm/download/Etapas_do_Tratamento_de_Efluentes.pdf

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